"amo você que nesse exato instante, me amando ou me odiando, me lê." Cara, que blog é esse? Magnífico!

Muitagradicido. ;)

sentindo sua falta no instagram, jobei
Anonymous

Eu honestamente me esqueço de postar lá. Não ser “seguido” às vezes é mais gostoso do que o contrário… Só as vezes. ;)

Pensando e andando

-Tanta tragédia, corrupção e copa pra entreter meu lado chato crítico e eu só consigo pensar no absurdo que é pintar de branco o muro do Jockey. Passava por ali mais hipnotizado que pirralho lendo playboy. Enfim, anunciaram que é pra “revitaliza-lo”. Não. Não é.

-Marisa Monte - Gentileza

-Terminei How I Met your Mother. Esticaram demais a série, é verdade, mas gostei muito do final. Achei imprevisível, no melhor sentido da palavra. Quem reclama é porquê queria um final feliz de novela, não um que se parece com essa tal de vida. Vou sentir saudades.

-Enquanto não acho uma outra série pra repôr essa lacuna no meu coração horário de almoço, voltei a assistir Seinfeld. Desde a primeira temporada, claro.

-Dilma e sua treta RIDÍCULA da compra da empresa fantasma. Ahhhhh se os brasileiros soubessem tivessem o hábito de ler…

-Não vejo “A arca de noé” e “Capitão América” nem que me paguem o cinema, a pipoca, o taxi e um boqu sorvete. Prefiro mastigar vidro. Com o olho.

-Ainda não vi  300… Tenho que ver 300…

-Queens of the Stone Age no Brasil P&*#$RRA.

-Tô feliz: consegui riscar 5 itens da lista do reveillon 2013/2014. Faltam 95.

-Botafogo 3x0 daqui a pouco. E tenho dito.

-Jimmy Fallon, Family Guy, American Dad e Cleveland show a partir de 23:30. Dá pra ser mais feliz dormir cedo??? Não. Não dá.

;)


Guardo essa imagem pra nunca esquecer do que é feito meu Brasil.Pra não esquecer que 46%, metade da turma, rala muito e dorme pouco pra ganhar HUM MIL E TREZENTOS REAIS. Criar, vestir, educar e alimentar uma família.Beber cerveja. Talvez domingo.
R$1300,00.Pra nunca esquecer o que passa meu povo que enche a barriga com o pão que Brasília amassou. Pra subir toda a escada sem pisar em degraus humanos. Pra não esquecer que sou brasileiro.Que o exemplo faz diferença.Pra não reclamar de barriga cheia. Não vender o que não tem preço.Pra lembrar e repassar os valores que aprendi com meus pais.Minha família.Ver (muito) mais brilho no suor honesto do que no diamante dos porcos.Dos ratos.Das cobras.Não tenho religião, mas acredito em fé. 
Pra não esquecer.

Guardo essa imagem pra nunca esquecer do que é feito meu Brasil.
Pra não esquecer que 46%, metade da turma, rala muito e dorme pouco pra ganhar HUM MIL E TREZENTOS REAIS.
Criar, vestir, educar e alimentar uma família.
Beber cerveja. Talvez domingo.

R$1300,00.

Pra nunca esquecer o que passa meu povo que enche a barriga com o pão que Brasília amassou.
Pra subir toda a escada sem pisar em degraus humanos.
Pra não esquecer que sou brasileiro.
Que o exemplo faz diferença.
Pra não reclamar de barriga cheia.
Não vender o que não tem preço.
Pra lembrar e repassar os valores que aprendi com meus pais.
Minha família.
Ver (muito) mais brilho no suor honesto do que no diamante dos porcos.
Dos ratos.
Das cobras.

Não tenho religião, mas acredito em fé. 

Pra não esquecer.

[CINEMA] 

Saiu um filme daqueles tipo catástrofe-pipoca sobre um ser invisível (um mago aparentemente) que, por julgar que todos no mundo estão errados de acordo com suas ideologias (umas 10 que ele escreveu e deu prum fera divulgar e tal), planeja afogar cruelmente todos os humanos e seres vivos do planeta em uma tempestade dantesca. “Puts, será que é o Dr. Doom?” pensei. Mas não. É pior!!! Em seguida esse ser escolhe um único brother e uma mulher para sobreviverem que, depois de verem seus parentes, amigos e toda a humanidade se afogarem violentamente nas ondas do ser invisível, irão gerar filhos que então casarão incestualmente com seus irmãos de sangue a fim de dar vida a toda uma nova humanidade de primos e irmãos transantes!!!(Mermão, o cara é mais sórdido que Lars Von Trier!!!)rs

Mas não acaba aí. Quando eu já estava achando esse roteiro muito louco demais pra um filme de hollywood (a não ser que fosse o David Lynch, mas mesmo assim… né?heheh), descubro que o mago ainda faz o tal casal, sozinho, construir o maior barco do mundo (por algum motivo o único de todos do universo que funcionaria no tal dilúvio) e, não satisfeito, depois mandaria os dois sairem por aí a pé (a pé mano) para buscar um casal não de uma, não de duas, mas de todas (todas!!!) as espécies de animais do planeta Terra!!! hahahahahah Cara, numa boa, que roteiro é esse? Sério, isso não pode estar certo né? Alguém ganhou muito dinheiro pra escrever esse texto, certo?

Errado. Parece que tem uma galera que vem há um tempo espalhando o boato de que a história é verídica, escrita há milhares de anos por mestres que sabiam TUDO sobre TUDO e davam resposta pra TUDO.

ps:TUDO menos que a Terra é redonda, gira em torno do Sol, que existiram antepassados dos humanos, dinossauros, microorganimos e, bom, pra resumir, não sabiam NADA que a ciência descobriu até hoje. Fora isso, sabiam tudo.

E agora to perdido. Não sei se acreditam mesmo nesse conto ou se é marketing pra divulgar o tal livro/filme, saca? Tá essa boataria meio Bruxa de Blair aí, sei não…
Ainda não li o livro.
Não vi o filme.
Mas duvido que esse mundo de fantasia seja melhor (apesar de mais criativo) que O Senhor dos Anéis, Guerra nas Estrelas ou, porquê não, aquela galera do Tom Cruise.

Sei lá. Vai saber.
Tem maluco pra tudo.
;)


Dicaprio vs Mcconaughey

Fiquei revoltado pelo fato do Dicaprio não ter levado o Oscar. Puto mêmo. Achei sua atuação em Lobo de Wall St., assim como praticamente todo papel que ele se propõs a fazer na vida, fora de série. Não conseguia acreditar que a atuação do saradão-de-hollywood Matthew McCounaughey pudesse surpreender tanto quanto aquele chincheiro explosivo da bolsa de valores… “Não, não é possível” pensei. Dias depois, já recuperado do choque inicial, tracei um plano científico para desmitificar esse resultado: reclamar no ouvido dos amigos até levar um fora/tapa/foda-se e, aliviado, relaxar e tentar assistir com alguma imparcialidade o tal Dallas Buyers Club. 

Blábláblá’s à parte, me ferrei, tive que dar o braço a torcer. O filme é muito, muito bom. Me emocionei até. 
A atuação do Jared Leto? Absurda, melhor atuação de sua vida. Irreconhecível. Óscar mais que merecido.
Quanto a do Matthew Maconei… Então… Não. Cara, não. Nem tanto…

Explicando:

Ele fez sim muito bem o papel de um redneck texano clássico. Denovo: muito bem. Tá lá perfeito o cara racista, matuto, preconceituoso e grosseirão que muda toda sua concepção de mundo após a descoberta de sua contaminação por HIV. Bacana. Mas o redneck dele é exatamente como tem que ser: um estereótipo pronto que, vá lá, todo americano sabe fazer. Afora a transmutação (bizarra, admito) do ator sarado/bonitão/tri-atleta em um ser humano esquelético e deformado, aonde está a grande atuação?

-No choro desesperado no carro (talvez o único momento mais complexo da emoção de seu personagem em todo o filme)?
Não acho. Não há nada nessa cena que não se esperasse de um protagonista em uma superprodução hollywoodiana.

-No trabalho de corpo?
Pense: é tão complexo assim fazer esse roceiro estereotipado? Para um ator mediano não seria, garanto.

-No sotaque de redneck/roceirão?
Não creio. Se sotaque ganhasse Oscar Brad Pitt teria ganho uns oito pela sua excelente construção vocal de um gypsy fanfarrão em Snatch. Mas não, nem ganhou. ;)

Então vamo lá, com calma. Compare esse redneck clássico (pela última vez: muito bem feito) ao lobo excêntrico do Dicaprio, este sim com variadas nuances de desespero, medo, ódio, euforia e, porquê não, mongolice (o que é a cena dele drogado tentando entrar no carro senão épica???heheh). Não creio caro amigo, que a sua conclusão seja menos óbvia:

Dicaprio é melhor, mas seu personagem assim como seu filme, diferentemente de Dallas Buyers Club, não é um filme construído nos moldes de filme-vencedor-da-academia.

Me entenda bem: Dallas é um filme sensacional, indiscutivelmente fora de série com seu roteiro magnífico pautado por violentas e sutis (sim) críticas ao preconceito sexual e às gananciosas políticas de medicamentos dos EUA. É um drama que se passa há 30 anos e nunca foi tão atual com suas bases construídas dentro da oposição do cowboy (símbolo-máximo-do-machismo-e-conservadorismo-americano) e o seu maior “inimigo”: o universo gay. (Vale lembrar que esse recurso “alfinete” de pôr o cowboy-macho-alfa-god-bless-america em situações totalmente opostas não é novo. Foi utilizado há pouco em Brokeback Mountain e, de modo análogo, em Django Unchained)

Mas enfim, Dallas é um filme dramático construído nos moldes do Oscar. Emociona sim, mas não especificamente pelo Matthew, mas pelo todo. Reflita: o papel de Leonardo, assim como todo o genial filme de Scorcese, não é exatamente poético, “dramático”, correto? E você já viu a academia dar o prêmio de melhor ator para, digamos, uma comédia? Pois é, se já aconteceu, posso afirmar sem medo que em 99% dos casos não é bem assim que acontece. Mas beleza, já foi, ok. Não ter ganho um Oscar por não ter se enquadrado no esquema academia não é exatamente uma falha e, cara, na real, caguei.

Em minha opinião, Lobo de Wall Street é infinitamente maior (historicamente falando). Scorcese inovou demais nesse filme. Incorporou dezenas de linguagens comuns apenas em seriados modernos, como o eventual fluxo de pensamento não só do protagonista mas de vários personagens e as geniais mudanças no enredo causadas por falha na memória do locutor (genial). Fora isso me apaixonei pelos detalhes muito sutis e passíveis de interpretações subjetivas, como a cena final do detetive no metrô, a venda da caneta em contraponto à “multidão” (no fim do filme) e, mais que tudo, na relação auto-biográfica da luta do personagem para escolher entre as drogas e o amor (para quem não sabe, Scorcese é assumidamente cocainômano) e… Chega. Para não me alongar (mais), vai aqui o

placar final:

Leonardo DiCaprio 10 x 6 Matthew Mccomoescrevenay.

ps: ainda não vi True Detective, mas acredito sim que por ser (pelo que li) uma série excelente e recente tenha influenciado na memória dos jurados e, consequentemente, na escolha de Matthew para esse Oscar.

ps2: “Se estatueta fizesse diferença pombo não cagava em cima.” Lispector, Clarice. ;B 


Josh Hommes e cia tocando o terror nessa sexta-feira ensolarada. ;)

Viagem breve, muito breve, 
porém intensa. ;)
Começou o ano oficialmente, e a lista de to-do’s só aumenta… 
Té


Foto por Artur “Tutu” Medina.

Viagem breve, muito breve, 

porém intensa. ;)


Começou o ano oficialmente, e a lista de to-do’s só aumenta… 

Foto por Artur “Tutu” Medina.

Eu gosto de pensar que, se existir mesmo um céu, tal de paraíso, ele é completamente diferente pra cada um de nós. Convenhamos que quem curte um rock e uma cerveja não é lá muito afeito a nuvenzinha, anjinhos e o som entediante de harpas ao vento, correto?heheheh Pelo contrário. Rockeiros mais burlescos, inclusive, costumam chamar carinhosamente essa galera de “maldito hippie sujo”. (Acho carinhoso.heheh) Acredito que desse clima nuvenzinha os grandes músicos só curtem mesmo as anjinhas. Não as chatas, mas aquelas que criam asinhas e perdem as auréolas diante de um puta som.heheh Essas sim tem lugar cativo no hall/camarim do rock. 
Jim Morrison’s, Bradley Nowell’s, Kurt Cobain’s, Amy’s, Chorões e Champignon’s são pessoas que, gostos pessoais à parte, tiveram muito talento, carisma e brilho nesse mundo. Passaram brevemente por aqui, tocaram (o terror) e marcaram a vida de milhões de pessoas por se permitirem ter uma vida diferente: arriscar, ganhar e perder nessa estrada louca do rock, da música. Talento e carisma, grazadeuz, ainda não vendem no ebay.
E é isso o exército do rock brasileiro, já tão carente de soldados, teve mais uma baixa hoje.
Um brinde a ele e ao rock brazuca!R.I.P Luiz Carlos Leão, vulgo Champignon, nosso Flea tupiniquim.
;)ps: Essa ilustra do Bradley não taí à toa. Fiz há quase 10 anos, na levada dessa idéia “cada um no seu <s>quadrado</s> paraíso” . Fã incondicional do Sublime, imaginei o Bradley tirando uma foto no céu que ele pediu a Deus: uma praia, muito Sol, um violão, amigos e, claro, seus queridos artigos de Baco.

ps2:parabéns aê ao nosso querido Dj Tucho, que ontem foi campeão da batalha de Dj’s do Multishow e largou uma festa com vodka liberada pros amigos em pleno domingão. Valeu a ressaca!

Eu gosto de pensar que, se existir mesmo um céu, tal de paraíso, ele é completamente diferente pra cada um de nós. Convenhamos que quem curte um rock e uma cerveja não é lá muito afeito a nuvenzinha, anjinhos e o som entediante de harpas ao vento, correto?heheheh Pelo contrário. Rockeiros mais burlescos, inclusive, costumam chamar carinhosamente essa galera de “maldito hippie sujo”. (Acho carinhoso.heheh) Acredito que desse clima nuvenzinha os grandes músicos só curtem mesmo as anjinhas. Não as chatas, mas aquelas que criam asinhas e perdem as auréolas diante de um puta som.heheh Essas sim tem lugar cativo no hall/camarim do rock. 

Jim Morrison’s, Bradley Nowell’s, Kurt Cobain’s, Amy’s, Chorões e Champignon’s são pessoas que, gostos pessoais à parte, tiveram muito talento, carisma e brilho nesse mundo. Passaram brevemente por aqui, tocaram (o terror) e marcaram a vida de milhões de pessoas por se permitirem ter uma vida diferente: arriscar, ganhar e perder nessa estrada louca do rock, da música. Talento e carisma, grazadeuz, ainda não vendem no ebay.

E é isso o exército do rock brasileiro, já tão carente de soldados, teve mais uma baixa hoje.

Um brinde a ele e ao rock brazuca!
R.I.P Luiz Carlos Leão, vulgo Champignon, nosso Flea tupiniquim.

;)


ps: Essa ilustra do Bradley não taí à toa. Fiz há quase 10 anos, na levada dessa idéia “cada um no seu <s>quadrado</s> paraíso” . Fã incondicional do Sublime, imaginei o Bradley tirando uma foto no céu que ele pediu a Deus: uma praia, muito Sol, um violão, amigos e, claro, seus queridos artigos de Baco.

ps2:parabéns aê ao nosso querido Dj Tucho, que ontem foi campeão da batalha de Dj’s do Multishow e largou uma festa com vodka liberada pros amigos em pleno domingão. Valeu a ressaca!

Porta dos desesperados

Me amarro muito no porta dos fundos (“oh, só você!”). Mas não acredito que só eu esteja incomodado com a nova linha do adver-vídeo. Tô falando daqueles dois da coca (“pode ser” e “na lata”, ambos no máximo razoáveis), ou daquele péééssimo da Danette (que se arrasta por minutos na mesma onda “meu Deus, como danette é bom”), desse novo do peixe-urbano (que me motivou a escrever aqui), entre outros… 

 

Não costumo pagar de hater ou de teórico conspirativo, muito menos em relação a um canal que gosto muito e morro de rir, mas depois de assistir ao último (sugestivamente chamado de “compra coletiva”) sinto que a porta se escancarou. A sensação é pior que assistir o pânico parar a bunda pra falar da nova tekpix. Pior que o João Kleber te enrolando uma vida pra no final dizer que só amanhã vai mostrar a descabelada-espancando-o-marido-com-uma vassoura-de-piaçava. (!!!) Pior sim. Pior porquê esses aí são podres, mas pelomenos assumidamente podres. O porta não. Antes tinha um canal só pra comerciais, mas agora mete esses vídeos bombril fingindo ser sketch de humor. É o famoso gato-por-lebre, nosso querido lobo-vestido-de-cordeiro ou, sendo mais claro, o comercial-travestido-de-vídeo-cômico.

Entendo que não é todo mundo que para e reflete que um canal “alternativo” falando mal da Pepsi interessa e muito à coca, por exemplo, ou que esse mesmo canal falar mal da net “só de brincadeira” é deveras intere$$ante à concorrente sky, mas se toda brincadeira tem um fundo de verdade, então me avise que vou clicar pra ver um comercial e não 5 minutos de danette na cara né!?!

"Quer me %$#$ me beija capitão!"


Aí você fala:”qualé pô, a grana faz parte do jogo”. Mácraro!!! Ô se faz!!! Todos precisamos e curtimos muito o tal de dinheiro, e nesse sentido o modelo em questão é inteligente e funciona perfeitamente bem.
Não fico surpreso nem questiono isso, até por perceber que a maioria das pessoas nem se dão conta desse novo estilo (dado o índice de escolaridade brasileiro, o estranho seria o olhar crítico)… Mas se o modelo funciona, algo parece mudar. Pelomenos pra mim.


Sinto algo ali diferente, algo alterando o espírito, o dedo de produção-executiva lenta e silenciosamente chegando como um felino dando o bote: nem sequer nota-se a existência mas, quando vê, já foi. Me lembra aquela história daquela banda que não conseguiu negar aquela maleta cheia de dinheiro daquela gravadora cheia de dinheiro e no meio de tanto dinheiro nem percebeu que seus fãs antigos iam embora pois os novos chegavam cheios de dinheiro e agora rápidos como a maleta que chegou cheia de dinheiro já não ouvem mais seu som pois chegou o próximo hit do verão e com ele mais uma banda com uma maleta chei… tá. Deu pra entender né? Quem paga manda, e quem é do meio da arte e do entretenimento sabe que essa premissa, infelizmente, é a mais pura verdade.

Mas talvez, só talvez eu esteja exagerando. Tomara. Talvez eu esteja só meio incomodado com tantos ad de camisetas, livros e danone no meio de um sketch de 2 minutos que, tinha até esquecido, era pra fazer rir. Talvez. Mas talvez eu não esteja pensando isso sozinho. Talvez outros como eu também se sintam algo como enganados por esse novo modelo.

Talvez.

Quem sabe…

;)


Porquê se for pra uma música não sair da sua cabeça, que pelomenos seja uma que você se amarra (muito).

Aliviado com a vitória de hoje, ansioso pelo futuro.

Força e paz pra tu passando aqui.

Jobei

;)

Odeio gente chata

Já fui vizinho de porta do Ney Latorraca. Sempre gostei muito dele. Ele era um dos poucos (o único pra ser honesto) que não se emputecia com as festas que eu, mero menino na época, dava até as 9~10 da manhã. Lembro de uma dessas que, por volta das 8h, ele olhou pela varanda, e viu aquela cena: uma dúzia de malucos tocando violão, outros virando bebida e uns, esses sim retardados,  se esbofeteando numa guerra para ver quem jogava o outro dentro dos isopores remanescentes de gêlo (!!!). Enfim, fui lá falar com o vizinho mais velho, pedir mil desculpas pelo transtorno e eis que ele, surpreendentemente, falou que não precisava. Me contou de quando tinha seus 20 anos também, que festa é aquilo ali mermo e (mentindo) afirmou que nem ouviu porra nenhuma. Depois de ser interrompido por um rapaz, que infelizmente não posso citar o nome, golfando no vaso de planta, falou mal dos outros vizinhos que “não tem nada melhor pra fazer que reclamar no 1o dia do ano” e, já saindo, concluiu com uma de suas frases clássicas (pelomenos no prédio):

"odeeeiom gente chatammm"

hehehehehe

O engraçado é que, de todas as histórias interessantes e conselhos que esse grande ator me deu pros medos e merdas que eu aspirante a ator na época tinha, o que mais ficou marcado foi essa frase boba, mas que ele sempre dizia, sempre com aquele sotaque característico.

Lembrei disso agora enquanto lembro das merdas que fazia, preparo um filé a parmeggiana e espremo aquele suco de laranja gelado ao som pseudo-doido do pretty lights. Nesse clima, sorrindo de canto, concluí: também odeio gente que não leva a vida leve, gente que dedica mais seu tempo em inventar competição com os outros do que consigo mesmo. Gente que não entende que é se pondo no lugar do outro, que é olhando pra dentro que se sai da caixa…
Enfim, gente chata. 

Tá servido?

;)


Ontem, 13h da tarde, em frente ao Rio Sul, presencio rapaz moreno claro assaltando mulher e sair correndo desesperado pela rua. Motorista de ônibus vê e acelera ensandecido jogando o volante pra tudo que é lado até que impede (quase porrando em uma dúzia de carros, mas impede) que o vagabundo atravesse a rua em direção ao Off Price. Ouvindo o brado de “pega ladrão” vindo do buzão, apareceu a artilharia dos ciclistas armados com capacetes fluorescentes seguida da infantaria dos corredores da ciclovia liderados pela coroa da arma branca que mais mata no mundo: salto-alto-bico-fino-metalizado. Amigo, foi quase um episódio de A Fazenda: bica de salto na canela, capacete colorido voando firme na testa, bichinha cuspindo na face… Resumindo, A PORRADA COMEU. 

Porém, em meio à tanta barbárie, passou um tiozinho de, vai lá, 30 e tantos anos. De terno, careca e gordim, pousa devagar, sem pressa mesmo, sua pasta de trabalho ao lado da cena. Pensei ser, claro, um pastor indo pedir paz ou trazer uma palavra de alento pra multidão. Claro. Que não. O tio tira o paletó, põe em cima da pasta, dobra a manga da camisa suavemente pra não amassar o vinco, afrouxa a gravata e, aí sim, larga o pau no cara. Jovem, era só murro na nuca e bifa na orelha! Entre tragadas de seu cigarro e secadas-de-suor-de-testa-com-paninho-escroto contei umas 10 marretadas. Ao fim, saciado, secou mais uma vez a testa, pegou a pasta tranquilão e saiu andando bem devagar, tranquilão. Cena de herói em câmera lenta depois de explodir um prédio sabe? Aquele sorriso “um dia de fúria”? Realizaaado.heheheh

Enfim, fosse há uma semana atrás acho que eu teria até sentido pena do lalau, mas hoje jovem… hoje um grande F*DA-SE. Cheguei à conclusão de que esse é o menor dos riscos inerentes à vida do dinheiro fácil. Então só observei, dei risada (confesso) e, me sentindo vingado, saí. Fui comprar um sorvete. Tava quente.
Muito quente.


Recentemente fotografei a panicat Renata Molinaro para um trabalho para a Velox Fitness. Como sempre rola uma reação de muita surpresa por parte de amigos e clientes quando mostro o antes e o depois do tratamento, resolvi postar um gif mostrando um pouco desse processo. Mesmo sendo uma imagem de baixissima resolução (clicka nela pra melhorar) e com um tratamento mediano fica claro o quão mentiroso nós fotógrafos somos, ou podemos ser, né?heheh
Parafraseando aquele vídeo famoso, &#8220;do not buy beauty magazines!!!&#8221;
;)

Recentemente fotografei a panicat Renata Molinaro para um trabalho para a Velox Fitness. Como sempre rola uma reação de muita surpresa por parte de amigos e clientes quando mostro o antes e o depois do tratamento, resolvi postar um gif mostrando um pouco desse processo. Mesmo sendo uma imagem de baixissima resolução (clicka nela pra melhorar) e com um tratamento mediano fica claro o quão mentiroso nós fotógrafos somos, ou podemos ser, né?heheh

Parafraseando aquele vídeo famoso, “do not buy beauty magazines!!!

;)

Como assim?
"Como assim?
Porque eu tenho uma questão comigo mesmo que é de não me sentir pertencente a nenhuma tribo. Não me sinto artista plástico, nem cineasta, nem ator, nem poeta, escritor, editor, só sinto que faço essas coisas porque dá vontade de fazê-las.  Então acontece uma coisa que são os cineastas acharem que sou um ator que cria uns vídeos; os escritores acham que sou um videomaker que escreve livros; os atores acham que sou um escritor que faz uns filmes; e daí vira um caos que não consigo encontrar um bar onde bebem os caras que fazem o que eu faço.  Daí tenho que beber em todos os bares, o meu fígado está parecendo uma marmota.” Gabriel Pardal
Esse texto é de um rapaz que tive o prazer de contracenar e o desprazer de cinematograficamente (ainda que empiricamente) cuspir em sua cara. Chamo de amigo, mas de amizade moderna, virtual. Sei que existe assim, paralela, sempre perto sempre longe.

Como hoje (tenso) não conseguir voltar a cama, voltei ao site do Pardal e ao ornitorrinco para ler um pouco e viajar pra algum lugar dentro de mim. No meio do passeio estava ele dando uma entrevista. E eu que tenho um vício visceral em entrevistas acabei me identificando demais com esse pensamento.

Não conseguiria explicar brevemente aqui o porquê. Um blog não comporta toda uma tese que eu, pseudo-autodidata apaixonado por comunicar, apaixonado pelo fazer-por-não-ser-uma-escolha-gostar-de-fazer mastigo há tantos e tantos anos sobre a questão do porquê “ser” ser menor que “parecer”. E no meio de toda essa filosofia baratíssima deixo aqui registrada uma indagação sincera aos “artistas” que se preocupam com tudo, menos com o que importa:
se não é criar, o que te move?